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PRODUTOS Gerencimento de redes

Gerência de redes ou gerenciamento de redes é o controle de qualquer objeto passível de ser monitorado numa estrutura de recursos físicos e lógicos de uma rede e que podem ser distribuídos em diversos ambientes geograficamente próximos ou não. O gerenciamento de uma rede de computadores torna-se uma atividade essencial para garantir o seu funcionamento contínuo assim como para assegurar um elevado grau de qualidade dos serviços oferecidos.


Diversos modelos foram criados para possibilitar o gerenciamento de redes, dados e telecomunicações dos quais se destacam o FCAPS (Fault, Configuration, Accounting, Performance and Security) por servir de base para os demais modelos, assim como o SNMP e o modelo TMN por serem os modelos mais utilizados na prática.


 


 


Tipos de Gerência de Redes



  • Gerência Centralizada: Um centro de gerência controla o processo. Os problemas com os modelos centralizados de gerenciamentos de redes tornam-se mais críticos na proporção em que a rede cresce.

  • Gerência Descentralizada: Na gerência descentralizada as atividades são distribuidas pois há vários nós responsáveis pelo gerenciamento. Permite que o trabalho seja feito de forma hierárquica, ou seja, cada nó é responsável por determinado tipo de atividade gerencial.

  • Gerência Reativa: Neste modelo os administradores de rede eram alertados de problemas ocorridos na infra-estrutura e passavam a atuar em sua solução.

  • Gerência Pró-Ativa: O aumento exponencial das redes de computadores tem exigido uma gerência mais eficaz das mesmas, no sentido de tentar evitar a interrupção de seus serviços.


Etapas da Gerência da Rede


Usualmente a gerência de redes é dividida em três etapas:



  • Balanço de dados: É um processo, em geral automático, que consiste de monitoração sobre os recursos gerenciados e que também são armazenados em arquivos de log.

  • Diagnóstico de valores e sitio onde o empregar: Esta etapa consiste no tratamento e análise realizados a partir dos dados coletados. Também é feito a detecção da causa do problema no recurso gerenciado. O computador de gerenciamento executa uma série de procedimentos manuais ou automáticos (por intermédio de um operador ou não) com o intuito de determinar a causa do problema representado no recurso gerenciado.

  • Ação (fora de teoria): Uma vez diagnosticado o problema cabe uma ação ou controle, sobre o recurso.


Elementos de um Sistema de Gerência de Redes 


Um sistema de gerência de redes genérico é constituído por quatro elementos básicos conforme descrito a seguir.



  • Gerente: Um computador conectado a rede que executa o software de protocolo de gerenciamento que solicita informações dos agentes. O sistema de gerenciamento também é chamado de console de gerenciamento.

  • Agente: Um processo (software) que roda em um recurso, elemento ou sistema gerenciado, que exporta uma base de dados de gerenciamento (MIB) para que os gerente possa ter acesso as informações.

  • MIB: Management Information Base – Base de dados de gerenciamento – é uma tabela onde são armazenados os dados de gerenciamento coletados que serão enviados ao gerente.

  • Protocolo de gerenciamento: Fornece os mecanismos de comunicação entre o gerente e o agente.


Modelo FCAPS


Com o desenvolvimento do modelo OSI pela ISO, foram definidos os conceitos de áreas funcionais, modelos de informação para representar recursos de rede e protocolos para transferência de informações sobre gerências de rede.


A partir do conceito de áreas funcionais foi criado o modelo FCAPS, formado a partir das iniciais de cada área de gerenciamento ((em inglês)). Este modelo serve de base para todos os demais por definir as áreas funcionais da gerência de redes, que são:



  • Gerência de falhas: Gerência responsável pela detecção, isolamento, notificação e correção de falhas na rede.

  • Gerência de configuração: Gerência responsável pelo registro e manutenção dos parâmetros de configuração dos serviços da rede. Tais como informações sobre versões de hardware e de software.

  • Gerência de contabilidade: Gerência responsável pelo registro do uso da rede por parte de seus usuários com objetivo de cobrança ou regulamentação de uso.

  • Gerência de desempenho: Gerência responsável pela medição e disponibilização das informações sobre aspectos de desempenho dos serviços de rede. Estes dados são usados para garantir que a rede opere em conformidade com a qualidade de serviço acordados com seus usuários. Também são usados para análise de tendência.

  • Gerência de segurança: Gerência responsável por restringir o acesso à rede e impedir o uso incorreto por parte de seus usuários, de forma intencional ou não.


Modelo TMN (Telecommunications Management Network)


É um modelo de gerenciamento de redes de telecomunicações padronizado pela ITU-T, que tem a finalidade de fornecer um conjunto de funções que permitem realizar a gerência e a administração de uma rede de telecomunicações, que compreende: planejamento, provisionamento, instalação, manutenção, operação e administração.


O objetivo do modelo TMN é fornecer uma arquitetura organizada que permita interligar diversos tipos de sistema de operação de gerência de equipamentos e telecomunicação pelo uso de interfaces, protocolos e mensagens padronizadas. Com isso é possível interligar elementos e sistemas heterogeneos de diversos fabricantes, fazendo com que todos os elementos, tais como redes locais, redes de longa distância, redes metropolitaneas, pabx, dispositivos de telefonia móvel, sendo todos gerenciados de forma integrada.


O modelo TMN é empregado principalmente por operadores de serviços de telecomunicações.


Outros Modelos de Gerência de Redes



  • OAM&P: Operation, Administration, Maintenance and Provisioning é um modelo de gerência para operações de rotina em um ambiente de rede que detecta, diagnostica e corrige falhas, mantendo o funcionamento do sistema. A administração envolve o planejamento da rede em longo prazo, dados estatísticos, estratégia e tendências. A manutenção envolve: atualizações, correções, backup, equipamentos, tarefas que provocam a paralisação da rede por um certo período, necessitando de um planejamento para não gerar um impacto maior. O provisionamento refere-se a remoção ou criação de estabelecimento de serviços e envolve instalações de equipamentos.



  • TOM: Telecom Operations Map É um modelo de gerência de redes criado pelo Telemanagement Fórum, para substituir o modelo Telecommunication Network Management (TMN). O TOM define modelos de processos para criação de novos sistemas e softwares integrando padrões comerciais para criação de serviços. Sua estrutura é dividida em processos: operacionais, estratégicos, infra-estrutura, produto e gestão empresarial.



  • CMIP/CMIS: Common Management Information Protocol / Common Management Information Service. É um modelo de gerência de redes usado pelos principais operadores de telecomunicação, criando um mapa de projeto do sistema de gerência da rede. CMIP/CMIS é um modelo originário da arquitetura OSI. O CMIS define o gerenciamento dos serviços e o CMIP define a forma de transmissão e a sintaxe do gerenciamento dos serviços.


 Alta Disponibilidade


Cada vez mais nos dias de hoje as pessoas querem, necessitam ou gostam de estar conectados com a internet, serviços de comunicação, redes sociais e checando seus e-mails, ainda tem aquelas pessoas que preferem realizar suas transações bancárias sem sair de casa, tudo isso através da internet. O conceito de Alta Disponibilidade pode ser definido como sistemas que possuem mecanismos de detecção de erros, falhas, tanto na parte energética, software ou hardware, onde ao detectar uma falha ou em caso de uma manutenção programada, tal falha seja mascarada a ponto de não prejudicar o funcionamento do sistema. A Alta Disponibilidade não está só no simples fato de termos hardwares sobressaliente ou um software original de qualidade, é necessário todo um estudo e uma configuração desse servidor para operar de tal forma, sendo necessário também o acompanhamento de uma pessoa capacitada para realizar as manutenções que são mascaradas pelo sistema redundante. Para se calcular a disponibilidade de um sistema de alta disponibilidade usam-se dois parâmetros, sendo eles o Mean Time Between Fail – sendo esse o tempo médio entre as falhas, também se utilizam do Mean Time To Repair – esse é o tempo entre o momento da falha até que ela seja reparada. Porém para ter uma redundância eficaz não basta temos, um link sobressaliente ou um disco redundante, para se ter uma alta eficácia é recomendado que se tenha um sistema completo redundante.

 
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